Vaginose citolítica

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Vaginose citolítica

Mensagem  mairalmf em Seg Mar 04, 2013 4:49 pm

Cytolytic vaginosis — Cytolytic vaginosis refers to a syndrome of vaginal hyperacidity due to overgrowth of lactobacilli, although the existence of this entity is controversial. It is rare and characterized by pruritus, dyspareunia, vulvar dysuria, and cyclical increase in symptoms during the luteal phase [10,11].

Diagnostic criteria include presence of white vaginal discharge, pH between 3.5 and 4.5, Gram's stain showing overgrowth of lactobacilli, paucity of white blood cells, evidence of cytolysis (bare nuclei, shreds of cytoplasm), and exclusion of candidal infection by culture.

Sodium bicarbonate douches have been used for treatment. A solution of one rounded teaspoon of sodium bicarbonate in 600 mL of water is used for irrigating the vagina, once per day for 7 to 14 days. There are no data to support longer courses of therapy.



A Vaginose Citolítica (VC) é uma afecção não infecciosa causada pelo aumento do número de Lactobacillus sp no trato genital inferior, cérvix e vagina, o que torna o pH local mais ácido pelo fato de que estes bastonetes convertem o glicogênio vaginal contido no citoplasma das células escamosas superficiais e intermediárias em ácido lático. A redução progressiva do pH acentua o processo de destruição celular (citólise) das células do epitélio escamoso não queratinizado que recobre o trato genital inferior.
O aumento do número de lactobacilos nesta doença impede a proliferação excessiva de outros agentes
bacterianos e fúngicos, por impedir a adesão destes organismos ao epitélio vaginal devido à competição
por nutrientes. Pela mesma razão não existe proliferação de bactérias pela produção de peróxido de hidrogênio pelos lactobacilos. Isto quer dizer que dificilmente haverá coexistência de outras vulvovaginites nos casos de vaginose citolítica.
É provável que os sintomas da VC sejam causados por substâncias irritantes presentes no citoplasma das células do epitélio vaginal e há evidências de que a doença, ou pelo menos a presença de seus sintomas, esteja relacionada ao estresse emocional. Não se conseguiu demonstrar aumento dos casos de VC com o
uso de duchas íntimas ou com uma maior freqüência de atividade sexual apesar de que estes hábitos podem alterar a microbiota vaginal.
Por cursar com sintomas semelhantes àqueles observados na candidose vaginal, tais doenças são
facilmente confundidas. As pacientes com quadro clínico de VC costumam apresentar secreção vaginal branca, não grumosa, não aderente, homogênea e fluída, com odor variável. Os sintomas de prurido vulvo vaginal, dispareunia, disúria e ardor vulvar costumam ser mais pronunciados durante a fase luteal do ciclo menstrual, pela maior quantidade de glicogênio livre na vagina, propiciando um aumento do número de lactobacilos. Ao exame físico a vulva e a vagina podem apresentar-se com aspecto normal ou com leve hiperemia e edema discreto.
Os critérios diagnósticos desta afecção são: presença de secreção vaginal branca e homogênea, associada a prurido e ardência; pH vaginal ácido em geral entre 3.5 e 4.5; bacterioscopia de secreção vaginal
com evidências de citólise (presença de núcleos nus e fragmentos citoplasmáticos), redução ou ausência
de leucócitos, número aumentado de lactobacilos e ausência de protozoários móveis e células pista. A
cultura de secreção vaginal revela flora normal sem o crescimento de Cândida sp.
O tratamento tem como objetivo a correção do pH. Deve-se suspender todos os produtos de uso tópico
usados pela paciente, diminuindo a agressão ao epitélio. Utiliza-se óvulos de bicarbonato de sódio 150mg
duas a três vezes por semana durante duas semanas e posterior avaliação da sintomatologia clínica.
Pode-se prescrever banhos de assento com bicarbonato de sódio na diluição de uma colher de sopa em
600 ml de água (5 a 10 minutos) duas vezes ao dia, durante 3 a 5 dias para alívio da sintomatologia local.
É importante o treinamento e um melhor conhecimento dos ginecologistas para que haja a redução dos
casos de VC diagnosticados erroneamente como candidíase e tratados com antifúngicos, os quais não
apresentam efeitos sobre a VC.


Referências: uptodate.com; http://itarget.com.br/services/itpack3.1/uploads/fsc/arquivos/n25.pdf

mairalmf

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