Prescrição da atividade Física

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Prescrição da atividade Física

Mensagem  Diego Luiz em Seg Jan 07, 2013 10:31 am

*Atividade tem que ser planejada (intensidade, duração, frequência e tipo de treinamento aplicado);
*Condicionamento Físico = capacidade ventilatória máxima ajustada pelo tamanho do corpo e pela composição corporal;

Objetivo = Adaptar e aprimorar biologicamente o organismo para o desempenho de uma tarefa específica.
O desenvolvimento do condicionamento depende de:
• Tipo de atividade,
• Frequência,
• Duração das sessões,
• Tipo de treinamento,
• Velocidade,
• Intensidade.
REDUÇÃO DO RISCO DE PARA DOENÇAS CRÔNICAS É DIRETAMENTE RELACIONADA À ATIVIDADE FÍSICA REALIZADA ( intensidade, duração e frequência).
Obs: Os sedentários que iniciam uma atividade são os mais beneficiados na relação dose-resposta.
PRESCRIÇÃO:
Devem ser consideradas as variações individuais na resposta e resistência à intensidade máxima antes de estabelecer o programa de exercícios.
Deve ser realizado aconselhamento da importância da atividade física aos pacientes. Quando estes desejarem orientações em sua atividade a prescrição deve ser dada.
Ausência de contra indicações: Caso haja possibilidade de acompanhamento por um educador físico, o paciente pode ser encaminhado para esse profissional após o aconselhamento do médico, visto que aquele profissional irá prescrever de forma adequada o exercício.
Se não for possível o acompanhamento pelo educador físico, o médico, auxiliado por membros da equipe de saúde, pode determinar o nível da atividade e discutir os diferentes tipos de atividades adequados para esse nível.
Obs: Paciente sem condições financeiras para frequentar academia encaminha para programa preventivo de saúde pública comunitário ligado à atividade física. Também podem ser sugeridas atividades básicas como caminhada, bicicleta, dança, trocar o elevador pela escada e deslocar a pé ao invés de carro.

Recomendações gerais ao paciente:
• Escolher melhores momentos para prática de exercício respeitando sua individualidade,
• utilizar equipamentos e roupas adequadas,
• começar o programa devagar e gradualmente (semanas ou meses) aumentar intensidade, duração e frequência,
• evitar exercitar-se em jejum (hipoglicemia e hipotenção),
• evitar ingerir grandes quantidades de alimentos antes de exercícios vigorosos,
• Fazer aquecimentos leve antes de iniciar a atividade,
• Manter-se hidratado,
• Durante exercício moderado o paciente deve ser capaz de respirar e conversar tranquilamente,
• Alongar após término do exercício,
• Integrar atividade física às sociais: caminhar com amigos e familiares, participar de grupos,
CUIDADO:
Atleta de fim de semana = lesão (sem preparo físico),
Sedentário que inicia exercício vigoroso = rico de morte súbita.
Recomendações específicas:
1- Exercícios cardiovasculares: obtenção de condicionamento cardiorrespiratório e composição corporal desejável. No exercício aeróbio deve-se manter frequência, intensidade e duração adequados.
Frequência: 5 a 7 dias por semana respeitando o tempo de recuperação do esforço físico;
Intensidade: 55 a 90% da frequência cardíaca máxima, mantendo a intensidade por 30 a 45 mim;
Duração: 20 a 60 mim de atividade aeróbia contínua ou intermitente (mim de 10mim em cada etapa) sem incluir aquecimento e alongamento.

2- Exercício de condicionamento muscular: especifico para o grupo muscular trabalhado. Utiliza-se 40 a 60% de uma repetição máxima – o peso máximo que o individuo consegue erguer em apenas uma repetição. Os movimentos devem se realizados corretamente sem fadiga, em velocidades e ritmos baixos ou moderados. A intensidade dependerá do resultado que o individuo deseja obter a frequência de exercícios deve ser de 2 a 3 vezes por semana.
3- Exercício de flexibilidade: devem constar em qualquer programa de exercício, visto que a flexibilidade é inversamente proporcional à ocorrência de lesões. Frequência mínima de 2 a 3 vezes por semana.

ZONA-ALVO DO TREINAMENTO: Deve-se ensinar ao paciente sem supervisão como avaliar o nível da sua atividade. A forma mais simples é ensinar o individuo a mensurar sua própria frequência cardíaca.
Cálculo para determina a frequência cardíaca máxima: 220 – (idade do paciente em anos). A zona-alvo estará entre 55 e 90% da frequência máxima.
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A aferição deve se feita antes de iniciar o exercício físico. Se acima de 100bpm o exercício deve ser postergado até que ela fique abaixo de 100. Após aquecimento verifica-se novamente devendo a frequência permanecer no limite inferior da zona-alvo, caso ultrapasse esse valor o paciente deve ser orientado a aquecer com menos intensidade. A partir daí deve-se objetivar alcançar o limite superior da frequência cardíaca desejada, devendo-se aumentar o diminuir a intensidade de acordo com a proximidade ou distância da frequência adequada. Ao iniciar deve ser medida a cada 5mim depois pode ser mais espaçada.


PROGRAMA PARA INICIANTES: duração de 12 semanas.
• Etapas de aquecimento (inicio), alongamento e volta a calma(final). Cada um deve durar 5 mim durante 12 semanas.
• Inicio da parte da zona-alvo de treinamento ( caminhada moderada a vigorosa) com 5 mim durante a primeira semana e, após 2ª semana, acréscimo de 2 mim por semana, até a 8ª semana. A partir daí, aumento de 3 mim em cada semana, até completar as 12 semanas. Ao final estarão sendo realizados 30mim de exercício aerobiose, no total, 40mim de atividade física.
DEVE-SE ENFATIZAR OS SEGUINTES ITENS: tentar manter, no mínimo, 3 vezes por semana; quando possível aumentar para 5 vezes; caso em algumas da semanas o paciente não alcance a meta, deverá repetir a mesma proporção de tempo da semana anterior antes de passar para semana seguinte.

Situações especiais: Crianças, gestantes, Idosos, pacientes com deficiência física, mental e sensorial, pacientes com artrites, osteoporose, obesidade, diabetes, hipertensão, asma, DPOC, HIV e Câncer, também são intensamente beneficiados pela prática de atividade físicas. Entretanto o medico deve estar atento para esse grupo, visto que existem limitações e contraindicações importantes.

Refrência: 1.DUNCAN, Bruce B. et al. Medicina Ambulatorial: Condutas Clínicas em Atenção Primária. 3ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 2004.

Diego Luiz

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