Diagnóstico e tratamento da espondilolistese.

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Diagnóstico e tratamento da espondilolistese.

Mensagem  leandroferreira em Qua Dez 26, 2012 9:10 am

Espondilólise e espondilolistese são duas condições que envolvem mudanças diretamente na vértebra. A espondilólise é definida como um defeito com descontinuidade óssea do segmento intervertebral, região da lâmina entre os processos articulares superiores e inferiores. A progressão do defeito pode resultar em espondilolistese, que é a subluxação de duas vértebras adjacentes, evidente no raio-x de projeção lateral e oblíqua como uma linha de separação posterior ao corpo da vértebra.

A ocorrência da espondilolistese é maior na coluna lombar, principalmente entre os níveis L5-S1, predispondo à lombalgia, sobretudo em crianças e adolescentes. Estudos epidemiológicos mostraram que a incidência de espondilólise está relacionada com a idade, herança genética, gênero, raça e nível de atividade, manifestando-se freqüentemente durante a fase de crescimento, dos 8 aos 20 anos. O risco declina na meia idade e aumenta ligeiramente entre os 60 a 80 anos. Além desses fatores, atividades que requerem hiperextensão ou hiperflexão da coluna lombar aumentam o risco de espondilólise/listese. Embora essa condição muitas vezes se desenvolva cedo na adolescência, normalmente não é detectada até a idade adulta. Crianças e adolescentes geralmente suportam a dor lombar por muitos anos antes de serem avaliadas por um médico.

A espondilolistese é classificada em cinco categorias baseada na sua etiologia: displástica, ístmica, degenerativa, traumática e patológica9 (Quadro 1).




Diagnóstico

Para confirmar o diagnóstico de espondilolistese a lesão da pars articularis deve ser identificada em imagens radiográficas. Espondilólise nos estágios iniciais pode não ser visível nos planos radiográficos. O exame de cintilografia óssea irá revelar um aumento da compressão na pars interarticularis indicando reação de estresse. Os parâmetros mais importantes para determinar a progressão da patologia são a quantidade de escorregamento e o ângulo entre as vértebras supra e subjacentes.

RX simples é o melhor método radiológico para avaliar a coluna lombar com o objetivo de diagnosticar a espondilólise ou a espondilolistése.
A espondilolistése é mais facilmente visível quando é olhada a partir de uma visão lateral da coluna embora, em alguns casos, sejam necessários estudos especializados de imagem da estrutura óssea, mediante um raio-X e uma tomografia , para poder fazer um bom diagnóstico. Pacientes com uma displasia da "pars interarticularis" tem uma região inter articular alongada para além dos pedículos alterados. Isto normalmente é melhor visualizado por uma TC. A ressonância magnética lombar é necessária quando o paciente apresenta déficit neurológico associado ou dor irradiada para membros inferiores, possibilitando uma melhor avalição das estruturas comprimidas

Uma espondilolistése é avaliada de acordo com o quanto um corpo vertebral deslizou sobre o outro. Um deslize de grau I significa, que a vértebra superior deslizou para frente menos de 25% da largura total do corpo vertebral, enquanto um deslize do grau II se situa entre 25 e 50%, um deslize do grau III entre 50 e 75%, um deslize de grau IV é superior a 75% e no caso de um deslize de grau V o corpo vertebral deslizou para frente em toda a largura do corpo vertebral inferior. Esse quadro clínico especial chama-se espondiloptose.

Tratamento

O tratamento não-cirúrgico é a escolha inicial na maioria dos casos de espondilolistese, com ou sem sintomas neurológicos, além de ser a principal forma de tratamento das dores lombares. Não há, entretanto, estudos prospectivos randomizados que estabeleçam um protocolo ideal de tratamento. Na maioria dos casos sintomáticos de espondilólise e espondilolistese o tratamento conservador é recomendado para reduzir a dor, restaurar a amplitude de movimento e a função, e para fortalecer e estabilizar os músculos espinhais. Os tratamentos conservadores podem incluir modalidades para alívio da dor, como eletro e termoterapia, exercícios de fortalecimento dos músculos posturais, limitação e reeducação para as atividades diárias, imobilização com colete lombar, terapia manipulativa, massagem, tração, e também medicações (antiinflamatórios, relaxantes musculares, analgésicos), entre outros.

O tratamento cirúrgico é indicado na falha do tratamento conservador com persitência da dor nas costas ou dor irradiada para os membros inferiores. Também na progressão do grau de escorregamento. Na faixa etária abaixo dos 18 anos há indicação quando o escorregamento é muito severo independente da sintomatologia do paciente.

Referências:

Jassi FJ, et al. Terapia manual no tratamento da espondilólise e espondilolistese: revisão de literatura. Fisioterapia e Pesquisa. 2010; 17(4): 366-71.
Arantes A, et al. Diretrizes no Tratamento Cirúrgico das Espondilolisteses Degenerativas. Belo Horizonte.


leandroferreira

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